Google: de gigante do software a imperadora do hardware

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No início do século 21, Google era sinônimo de site de busca. Com um mecanismo de pesquisa que usava links para determinar a relevância de páginas, a ferramenta ganhou espaço rapidamente ao redor do mundo e, no Brasil, acabou com a supremacia do Cadê? (alguém se lembra dele?), por exemplo.
Fundada em 1998, a Google não é nem maior de idade e, meu amigo, como ela cresceu. Em 2004, nasceu o Gmail. Dez anos depois, ele já é o serviço de email mais utilizado do mundo. Em 2005, após a aquisição da empresa de mapeamento digital Keyhole, foi a vez do lançamento dos populares Google Maps e Google Earth. Em 2006, a Google comprou o YouTube, principal site de compartilhamento de vídeos da internet. Em 2007, veio o Android. E por aí vai.

O resultado todo mundo já sabe. Em 2014, a empresa, fundada por Larry Page e Sergey Brin, é dona de um serviço de email que sabe tudo da vida dos usuários, mapeou o globo e está por trás do sistema operacional móvel mais usado no mundo. Segundo pesquisa da Global Web Index, divulgada no final do ano passado, o Android está presente em 65% dos smartphones do planeta.

Google se arrisca no mercado de hardwares

Para além dos softwares, a Google tem demonstrado algumas tentativas de se lançar como fabricante de hardware ao mercado consumidor. Essas investidas ficaram mais evidentes nos últimos quatro anos, com o lançamento de tablets e smartphones Nexus e de notebooks chamados de Chromebooks.
O comentado Google Glass também está em fase de pesquisas, mas já pode ser adquirido em sua versão Beta no mercado norte-americano para testes. Um carro autômato da Google também está em desenvolvimento, assim como lentes de contato que identificam a taxa de glicose do sangue do usuário - bem útil para a medicina, especialmente para pacientes com diabetes.
Para a maior parte dos consumidores, no entanto, a Google ainda é uma empresa de software e parece saber que esse ainda é o seu ponto forte no mercado. Ela vendeu a Motorola Mobility para a Lenovo por US$ 2,91 bilhões em janeiro deste ano e também planeja reduzir a importância do Nexus em prol de melhorias no sistema Android.
Ao que tudo indica, os investimentos da Google agora estão direcionados para o lançamento de produtos diferenciados, como o carro autômato e o Google Glass. A Gigante das Buscas parece não querer competir com a Apple ou com a Samsung, pelo menos por enquanto, no que se refere à confecção de smartphones, tablets e computadores para o público. Já com relação a sistemas operacionais, ela está aí para jogo.
De qualquer forma, a imprensa tem voltado a sua atenção para a potencialidade da Google como fabricante de hardware. Lançamentos e testes de produtos tech da empresa causam frisson e são constantes alvos da mídia. No entanto, o que muitas vezes fica esquecido é que, no final das contas, todos os serviços da Google sempre dependeram de... hardwares.

Google: gigante dos hardwares

A habilidade da Google de construir, organizar e operar uma quantidade tremenda de servidores e fibra óptica é crucial para o seu sucesso. A empresa tem atualmente 13 data centers (ou centros de processamento de dados, em bom português) ao redor do globo: na Finlândia, na Bélgica, na Irlanda, em Hong Kong, em Cingapura, em Taiwan, no Chile e seis apenas nos Estados Unidos. O mais conhecido fica localizado na cidade de Lenoir, EUA. Desde 2012, o internauta pode fazer um tour virtual no datacenter pelo Google Street View.
Um dos principais engenheiros por trás dos hardwares da Gigante é o brasileiro Luiz André Barroso. Em entrevista ao site The Wired, em 2012, ele explicou que um dos truques da Google é dividir as informações em pequenas partes e espalhá-las uniformemente em uma enorme gama de servidores. O próprio datacenter deve ser tratado como um gigante computador de armazenamento em escala (warehouse scale computer – WSC).
Para isso, não é necessário usar servidores muito poderosos. A Google prioriza o uso de máquinas modestas, mais baratas e mais econômicas no que se refere ao gasto energético. Nesse sentido, é melhor utilizar duas unidades computacionais menos potentes do que uma só, mais cara.
Além de desenvolver microprocessadores multicore (chips que são, na realidade, diversos chips), a empresa constrói também seus próprios servidores e outros hardwares. Segundo rumores, ela também é a fabricante de seus roteadores e switches.
A infraestrutura bilionária da Gigante permite que ela dê conta de todos os seus serviços. Para ser bem-sucedida, ela teve que descobrir uma forma barata e eficiente de organizar os seus centros de processamento de dados, e, não se engane, isso sempre envolveu inovação nos hardwares também. Veja essa fotinho de Sergey Brin e Larry Page lá em 1998, por exemplo.
Tentamos uma entrevista com o Barroso, mas ele não aceitou devido a diretrizes da empresa sobre divulgação externa desses assuntos. Alguns artigos científicos, no entanto, foram publicados, em inglês, e podem esclarecer alguns pontos para quem quer se aprofundar no tema. Você pode encontrá-los na internet, mas não espere ter acesso a todas as informações que você deseja. Alguns segredos a empresa guarda para si, até para evitar a concorrência e se manter no topo. Nesse caso, sua dúvida não vai ser respondida no Google.
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Sobre ABNER HIURY ANDRADE SANTOS

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